Prisão de ex-secretários garante integridade de investigação, diz delegado da PF

Delegado Alexandre Teixeira durante coletiva de imprensa. Foto: Evandro Seixas

O retorno à prisão dos ex-secretários Evandro Melo, irmão do ex-governador José Melo, e Pedro Elias, respectivamente ex-titulares da Sead e Susam, garantem a integridade das investigações da Operação “Maus Caminhos”, segundo o delegado da Polícia Federal (PF) Alexandre Teixeira, responsável pelo caso.

“Essa prisão serve para acautelar os objetivos do processo penal, para que a investigação se desenvolva sem a influência dos investigados, que diante do poder econômico e político que detém, possam atrapalhar as investigações e o andamento da ação penal que se inicia com a denúncia do Ministério Público. Hoje não houve buscas e nenhum outro tipo de medida”, declarou o delegado da PF.

Teixeira afirmou ainda que as investigações apontam crimes graves praticados pelo grupo durante os anos em que estiveram no poder. “Essa prática criminosa vem se desenvolvendo há anos. Diante desta prática, tempo de crimes, segundo indícios que a polícia colheu, além do poder político e econômico que esses investigados detêm, servem para fundamentar a necessidade que eles fiquem acautelados, mantidos encarcerados. Na data de hoje, se fez o restabelecimento das prisões”, afirmou o delegado.

Ainda em coletiva de imprensa, a PF informou que a Operação “Custo Político“ encontra-se parcialmente concluída e que a Operação “Estado de Emergência” já houve a finalização do inquérito, mas ainda há material a ser analisado, para que a conclusão seja encaminhada à Justiça. As duas operações são braços da Operação “Maus Caminhos”.

Idas e vindas

O delegado explicou que o retorno dos secretários ao Centro de Detenção Provisória Masculino 2 (CDPM 2) ocorreu por conta de um recurso do Ministério Público Federal do Amazonas (MPF-AM), que foi analisado pela 4ª Vara Federal. “Havia sido atendido um pedido da PF nas representações que gerou a prisão preventiva dos investigados. Durante o recesso forense, no plantão, a decisão de um juiz plantonista concedeu o benefício da prisão domiciliar para os investigados. Em relação a essa decisão, o MPF recorreu e fez com que a Justiça se pronunciasse novamente e desconstituiu a decisão do plantão. Ocorreu a prisão em regime comum. Com isso, eles foram recolhidos novamente”, explicou Teixeira.

Camila Pereira/acrítica.com