Parintinense foi um dos responsáveis pelo trabalho vencedor da G.R.E.S. Portela

Rossy Amoedo (D) coordenou equipe de 35 artistas de Parintins, que juntos produziram projetos esculturais para cinco escolas de samba do Rio.

 

 

O talento parintinense mais uma vez abrilhantou o Carnaval do Rio de Janeiro. Foi pelas mãos de 35 artistas da ilha tupinambarana que o espetáculo de cinco escolas tornou-se ainda mais belo. Entre carros alegóricos e outras esculturas, a principal obra em destaque é a águia da Portela, a campeã do carnaval do Rio.

Com 16 anos de experiência em produções carnavalescas, o símbolo tradicional da escola de Madureira teve projeto escultural coordenado pelo artista amazonense Rossy Amoedo. Em entrevista ao BEM VIVER, Rossy contou sobre os trabalhos realizados nas escolas do Rio neste ano, comentou sobre a parceria e trabalho ao lado de Paulo Barros, carnavalesco responsável pelo título da Portela, e os bastidores do trabalho na Sapucaí.

Ainda na capital carioca, Rossy conversou com a reportagem por telefone e disse que a conquista da agremiação foi rejuvenescedora. “A vitória é sempre boa. Ela nos rejuvenesce e nos renova. Ela traz a possibilidade de construir novos sonhos. Quando ela não vem é claro que ficamos frustrados, mas no geral é muito gratificante”, expressou.

Rossy conta que já trabalha ao lado de Paulo Barros há bastante tempo. Entre essa parceria na avenida do samba, ele destaca trabalho na Unidos da Tijuca, entre 2004 e 2005. “No ano passado estivemos juntos na Portela e novamente neste ano. Trabalhar com ele é fantástico. Ele é um artista notável. Uma pessoa simples. Nossa relação além de profissional é também de amigos”, define.

Nos bastidores, ele conta que Paulo sempre pede ideias e sugestões para que o espetáculo seja ainda mais belo. “E é isso que o faz ser tão bom: o fato de ouvir e partilhas as informações que ele tem e carrega consigo”, compartilha.

Antes das obras produzidas pelos artistas da nossa terra abrilhantarem a Marquês de Sapucaí, Amoêdo conta que é feita uma espécie de supervisão para que tudo dê certo no desfile. “Não temos tempo de assistir o desfile. Nessa hora ficamos no Sambódromo num lugar que chamamos de ‘joelho’. Lá ficamos montando carros e os liberando para desfilar. Fazemos testes e liberamos para o ‘setor 1’. A gente só atravessa o Sambódromo quando o último carro é liberado, ao final do desfile”, contou.

Segundo ele, essa checagem é necessária para evitar que a escola seja prejudicada. “É mais um trabalho técnico. Na hora do desfile da Portela, o Paulo Barros também acompanhou esse trabalho ao lado da equipe. Temos todo um cuidado e é preciso ficar atento a tudo. Desde se esqueceram uma bolsa em cima do carro, até se o destaque e os efeitos estão todos ok”, acrescentou.

Em solo carioca

Amoedo coordenou uma equipe de 35 artistas parintinenses. “Nosso trabalho foi em toda a parte escultural, além também de efeitos e outros destaques. Fizemos obras para as agremiações: Grande Rio, Mangueira, União da Ilha do Governador, Vila Isabel e a Portela”, contou. De acordo com ele, as produções para as escolas foram feitas exclusivamente em solo carioca. “O Rio de Janeiro tem uma estrutura de infraestrutura  muito boa, e isso facilita o nosso trabalho”, disse.

Além da experiência carnavalesca há mais de 16 anos, o parintinense já coordenou o Conselho de Artes do Boi Bumbá Caprichoso, na qual saiu do posto em outubro do ano passado. Para ele, o Festival Folclórico de Parintins e o Desfile das Escolas de Samba no Rio são espetáculos distintos, bem como a forma de apresentação de cada um deles. “Eu me adaptei ao Carnaval. São 16 anos investindo nisso. Para nós, artistas que saíram de Parintins para participar do Carnaval, houve um intercâmbio de conhecimento muito grande. Nós nos adaptamos a essa forma de espetáculo”, disse.

 

Mayrlla Motta/ACRITICA.COM

Manaus (AM)

Postado por Carlos Frazão/JI

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