O Sucesso dos artistas de Parintins

Alegoria do artista Rossy Amoedo (facebook)

 

A brincadeira de boi bumbá que se transformou no maior espetáculo folclórico do Brasil cresce a cada ano contrariando os discursos que o festival vem diminuindo. Fazendo uma analise para confirmar esta afirmação proferida por tantas pessoas, evidenciou-se que o que vem diminuindo nos últimos anos é o público do evento e não o festival enquanto atração cultural. O festival sequer é citado entre os fatores que impactam a redução de público que tem como destaque questões de preço de logística (leia-se passagem e hospedagem), a disponibilidade tardia destes produtos no mercado turístico e a comunicação ainda muito direcionada para o público local.

É notório e evidente que a paixão pelo boi mudou. Continua intensa, mas, já não obsessiva ou exclusiva como antes. O tipo de paixão que estimulava o fanatismo se transformou em um amor mais equilibrado, que se aproveita na medida em que as experiências acontecem.

O texto aqui aborda o festival enquanto espetáculo, que evoluiu de maneira exponencial, fatos estes que podem ser constatados com a comparação de como era o evento e como é. É inegável e incontestável que o festival de hoje é maior e mais bonito. Além de ter uma concepção criativa mais bem construída e fundamentada.

A busca constante por superação e crescimento move os artistas a conceberem criativamente com inovação e tecnologia. Esta ação favorece o espetáculo que se movimenta no ritmo do mundo atual e futuro. O mundo dos nossos filhos é o da tecnologia e inovação e só quem entender isto continuará crescendo. Parintins tem o desafio de manter vivas as tradições, rituais e lendas, com fantasias que possam se sustentar nos contextos antropológicos, mitológicos, folclóricos e ritualistas e ao mesmo tempo se manter atual, técnica e emocionante. Nossos artistas continuam sendo os responsáveis por manter tudo crescendo e evoluindo, e a cidade cabe apoia-los e a incentivar seus trabalhos.

A eles toda sorte em mais um festival. SUCESSO!!!!

 

Márcia Nogueira/JI

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