O leilão do prédio do sindicato acontecerá às 11h, na 1ª Vara do Trabalho de Parintins, localizada no Boulevard 14 de Maio, 1652
O prédio do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Parintins (STTRP), avaliado em R$ 160 mil vai a leilão no próximo dia 18 de maio, por uma execução trabalhista à favor da senhora Sandra Castro Rodrigues, funcionária demitida sem justa causa pela direção da entidade associativa. A ação que teve como advogada da reclamante o Dr. Rodrigo César da Silva e Silva foi julgada à revelia na Vara do Trabalho de Parintins, uma vez que na ocasião da audiência de conciliação o presidente do sindicato, senhor Ednaldo Oliveira, não compareceu e tão pouco designou um representante legal.
De acordo com o despacho do juiz federal do trabalho Alemiro Rezende Dantas Júnior o dirigente sindical apresentou os mais diversos e estranhos argumentos com o objetivo de anular a decisão transitada em julgada. “E como é de conhecimento geral, isso só se mostra possível mediante o corte rescisório, e jamais por simples petição e malabarismo verbais”, diz um trecho do documento.
Em outro parágrafo do despacho judicial consta o descontentamento do juiz federal com a atitude do presidente do sindicato, que de forma intempestiva tentou impedir o andamento da ação. Diante das manobras sem sucesso da entidade sindical, o magistrado entende que se trata de um atentado à dignidade da justiça. “Na verdade, é mais do que evidente a intenção do sindicato reclamado de causar tumulto processual, opondo resistência injustificada ao andamento da execução e, para isso, valendo-se de ardis e meios artificiosos, a teor do que estabelece o artigo 600, II, do CPC”, diz o despacho.
O presidente do sindicato, Ednaldo Oliveira, por várias vezes foi aos veículos de comunicação desqualificar a senhora Sandra Castro Rodrigues, negando inclusive que a mesma teria vínculo trabalhista com a entidade associativa. “É de se estranhar que um sindicato que deveria zelar pelos diretos dos trabalhadores venha atentar contra o que estabelece lei trabalhista”, disse o advogado Rodrigo Silva.
Por conta da intenção do sindicato em causas tumulto processual atentatório à dignidade da justiça, a Vara do Trabalho de Parintins acrescentou à condenação uma multa no valor correspondente a 15% sobre o valor atualizado da dívida. O imóvel do sindicato, localizado na Rua Pedro Ferreira Gonçalves, foi penhorado pela justiça do trabalho e tem como fiel depositário o integrante da diretoria da entidade sindical, senhor Benedito Barbosa Lira.
Texto: Marcondes Maciel
Foto: Floriano Lins
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