A invasão de barcos de pesca paraenses no território amazonense, além da pesca predatória feita com auxílio de cargas explosivas, foi denunciada na quinta-feira (25) pelo deputado estadual Tony Medeiros. Segundo o parlamentar, diariamente dezenas de barcos paraenses entram no Amazonas e realizam pesca predatória em áreas de proteção ambiental.
Por conta dos constantes atritos entre pescadores amazonenses e paraenses, o clima na divisa entre os dois Estados é cada vez mais tenso, gerando inclusive risco de morte para os pescadores, alertou Tony Medeiros
A pesca predatória acontece principalmente na divisa entre os dois Estados, afetando municípios como Nhamundá, Parintins, Maués e Barreirinha, onde centenas de trabalhadores vivem da pesca.
De acordo com Tony Medeiros, o problema também está no contrabando de pescado, pois as embarcações paraenses saem do Amazonas sem pagar os impostos relativos ao comércio de peixes.
O problema foi relatado ao parlamentar por pescadores de Parintins, que desde o ano passado voltaram a sofrem com a concorrência dos barcos paraenses. “Fui informado que os barcos não respeitam as áreas de proteção ambiental do lado amazonense. À noite é comum encontrar embarcações em lagos e igapós onde a pesca é proibida”, afirmou Tony.
Outro agravante está no uso de cargas explosivas para capturar um maior número de cardumes. Segundo a denúncia, os pescadores usam um tipo de explosivo que, após detonado na água, mata todos os peixes num raio de até 200 metros.
Esse tipo de pesca é proibido pelo Ibama e outros órgãos de proteção ambiental, pois a carga explosiva mata todas as espécies aquáticas onde houve a detonação. “É um tipo de exploração que causa grandes danos ao meio ambiente, pois mata cardumes inteiros, além de tartarugas, botos e peixes bois”, denunciou Tony Medeiros.
Na tentativa de resolver o problema, o parlamentar encaminhou requerimento ao Ibama e à Polícia Ambiental solicitando aumento na fiscalização de barcos pesqueiros na divisa entre o Amazonas e o Pará. O objetivo é controlar a pesca em áreas de proteção ambiental e evitar o uso de explosivos e o contrabando de pescado para o lado paraense.
(ALEAM/Comunicação)
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