O risco de uma grande cheia no rio Amazonas, como a registrada em 2009, quando as águas atingiram a marca de 29,77 metros, levou o deputado estadual Tony Medeiros a solicitar uma Cessão de Tempo, na quarta-feira, para que a Defesa Civil do Amazonas fizesse um balanço da situação da enchente no Estado.
Para explicar o fenômeno da subida das águas foi convidado o subcomandante da Defesa Civil do Amazonas, coronel Roberto Rocha, que afirmou já estamos vivendo uma das maiores cheias da história do rio Amazonas. “Apenas no rio Purus, mais de 35 mil pessoas já foram afetadas pela enchente”, afirmou Roberto Rocha. “O problema se repete nos rios Solimões e Juruá, onde o número de famílias desabrigadas não para de subir”, acrescentou.
O subcomandante da Defesa Civil disse que dez municípios do Estado estão em situação de emergência nas calhas do rio Juruá e Purus. Atualmente, segundo ele, a cheia atinge os municípios de Eirunepé, Guajará, Ipixuna, Envira, Itamarati, Carauari, Juruá, Boca do Acre, Pauini e Lábrea.
As ações do governo do Estado, por meio da Defesa Civil, envolvem ajuda humanitária, com distribuição de cestas básicas, kits de medicamentos, de limpeza e de higiene pessoal, que estão sendo distribuídas com ajuda da Marinha do Brasil. Entretanto, como esclareceu Roberto Rocha, hoje o Amazonas está preparado para atender 30 mil famílias.
No primeiro momento, ressaltou o subcomandante, 11.580 famílias deverão ser beneficiadas com ajuda financeira no valor de R$ 400 por meio de cartão magnético ou cheque pró-desastre. Roberto Rocha informou que as pessoas que possuem CPF vão receber o auxílio via cartão. Quem não tem será por meio de cheque. A região do Alto Solimões, como destacou, já está em alerta.
A ajuda às vítimas da enchente iniciou no fim de fevereiro, quando equipes da Defesa Civil enviaram 45 toneladas de alimentos, 21 mil itens de limpeza e higiene e 300 quilos de medicamentos. O auxílio foi dividido em três etapas.
De acordo com Roberto Rocha, o Juruá, é uma das regiões onde o Estado precisa estar mais presente. “Hoje todas as famílias da calha do Juruá foram cadastradas para receber os recursos do governo”, disse.
O subcomandante da Defesa Civil foi elogiado pelos deputados em plenário. Além de ressaltar as ações preventivas e de atendimento às famílias, Tony Medeiros reafirmou a integração do órgão com as defesas civis dos municípios. Segundo ele, a situação é preocupante porque todos os rios estão acima da média.
“Na cheia de 2009, que superou 62 anos a enchente de 1953, os rios pegaram o Amazonas numa das piores secas. Este ano, em Manaus, o rio Negro está 26 centímetros acima da média, neste mesmo mês, que em 2009”, alertou Tony.
(ALEAM/Imprensa)
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