Com a chegada da imagem de Nossa Senhora do Carmo vinda de Manaus, onde permaneceu 20 dias percorrendo as paróquias da capital e abençoando a comunidade católica, na manhã de hoje tem início a grande Festa da Padroeira dos Parintinenses.
Uma alvorada festiva a partir das 06 da manhã acorda a cidade para reverenciar durante 11 dias Nossa Senhora do Carmo até o dia 16, data consagrada à Virgem do Carmelo.
HISTÓRIA

Os primeiros a evangelizar as Aldeias foram o Pe. José Alves das Chagas em Parintins e Frei Pedro de Ceriana no Andirá. Foram criadas Capelas e sobre tudo muita devoção religiosa entre os nativos.
Desde que chegaram os Padres do PIME em 1948 na região do Andirá e do Marau, os indígenas tiveram suas terras demarcadas e puderam produzir e viver a fé num clima de serenidade. Eram cerca de 3.865 índios naquela época e hoje passam de 8.000. O Pe. Luiz Bellini, foi o primeiro Missionário do PIME a dedicar-se à evangelização daquelas Aldeias. Com o tempo foram erguendo mais capelas e até escolas com a ajuda dos Padres. Foi muito importante o trabalho realizado na década de 50 e 60 pelo Padre Iseo Sandri e Irmão Francisco Galliani que inclusive passaram a residir no Marau. Em 1969 com a chegada das Irmãs da Imaculada, o trabalho nas escolas e na Catequese melhoraram ainda mais.
Com a chegada de Pe. Henrique Uggé que tinha a tarefa de fazer estudos lingüísticos e Antropológicos, onde começou a ouvir os Mitos principalmente da catequista Maria Lopes Trindade e a transcrever em seus apontamentos pessoais que depois tornou-se livro intitulado: AS BONITAS HISTÓRIAS SATERÉ MAWE.
Com o trabalho incansável dos Missionários do PIME, além das lindas construções, a comunidade Católica celebra as festas religiosas, realizam assembléias e cursos, principalmente Cursos de Catequese e de agentes de Saúde, além de terem o apoio na cidade para a conclusão do Ensino Médio e até do Curso Superior.
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(Carlos Frazão/JI)
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